quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Diário de Nuvem (Morte)

A Fenix

Enfim o ciclo de fechou.
Foi como uma nuvem que se carregou de água.
Agora não há mais nada para esquecer ou lembrar.
Somente a terra molhada.
Somente as cinzas, de onde um dia a fênix se erguerá.

Maria Keizan , Rio, fevereiro, 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Diário de Nuvem, quando ainda havia dor, número 2.

Mouro.
Ouro.
Ourinho.
Meu coraçãozinho pretinho.
Budas de Pedra.
Montanhas, cachoreiras, as lavadeiras.
Minha nossa senhora do perpétuo socorro, me leva para aquele morro cheio de ouro ouro. ai quanto ouro brilha dentro do meu pobre coração de ouro pretinho.

Maria Keizan, Rio, fevereiro de 2012

Diário de Nuvem, quando ainda havia dor.

Nenhuma palavra ata-me.
Mata esta dor.
Dor de Deus.
Dor de amor
Meu gesto de amor é vazio.
Minha dor é enorme.
Gate gate para gate parasamgate.
Um sopro na dor.
Das profundezas do amor, surge a beleza da flor.
Flor do vazio é a mais pura essência da dor.

Maria Keizan, fevereiro, 2012 - Rio.

calma, tenha calma

Dragão

Agora, não sou eu apenas quem tem a compreensão.
Os inumeráveis Budas, como os grãos de areia do Ganges, são todos a mesma essência.
A doutrina do não-medo é como o rugir do leão.
Ele dilacera o cérebro dos cem animais que o ouvem.
O elefante, apesar de sua força, perde a dignidade.
Só dragão do céu ouve essa voz com contentamento.

Shodoka - o canto do imediato satori, do Mestre Zen Yoka Daishi ( comentários, não colocados aqui, do Mestre Zen Taisen Deshimaru.